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Resenhas

[Resenha] Dua Lipa – Dua Lipa

dualip

Famosa por interpretar covers no Youtube, a britânica Dua Lipa lançou no início de junho o seu primeiro disco de estúdio. Faixas autorais já circulavam pelas interwebs lá em 2015, mas só agora a moça resolveu juntar tudo em apenas um álbum.

Homônimo, Dua Lipa é um dance pop com nuances de indie pop e R&B. Não dá para ouvir o álbum sem comparar a cantora com outros nomes da atualidade, como Lorde, Haim e até mesmo Rihanna (calma que a gente explica).

Genesis

Logo de cara já há uma certa surpresa ao ver as informações sobre o disco. São 17 faixas, algo bem incomum para um disco de estreia. A sensação é de que a cantora tentou colocar o máximo de conteúdo possível ali dentro, mas sem deixar a qualidade sonora de lado, é claro.

Dua Lipa é mais uma artista daquele famoso grupo das que “cantam bem mas dependem muito da produção”. É claro que já estamos acostumados com isso, mas no caso dela tem uma bela forçada além dos limites. Selo Warner Music, clipes extremamente bem produzidos e aquela empurrada da mídia pra fazer a cantora descer guela a baixo. A moça canta super bem, mas não precisava de tanto assim para ser lançada.

A faixa de abertura Genesis é a melhor de todo o álbum. É incrível a capacidade vocal de Dua, ir do grave ao agudo em segundos não é algo tão fácil de ser executado (no acústico então, é ainda melhor).

Comparando com outros nomes do pop atual, ouvir Be the One sem lembrar da levada de Haim é impossível. Dua Lipa é a personificação do trio imerso no pop até o último fio de cabelo.

É perceptível em todas as faixas a imensa produção sobre os samples da artista. O soul de Thinking ‘Bout You chega a ser indecente de tão gostoso de ouvir. Não há sequer uma faixa sem aquele delicioso detalhe que você só vai perceber na segunda ou terceira audição.

IDGAF (I don’t give a fuck) é outra que lembra outra voz bem conhecida: Rihanna. A faixa é um pop bem animado, mas com uma letra bem ácida. Em contrapartida, algumas faixas do disco trazem o velho pop mela-cueca, dando destaque aqui para Homesick (música pra chorar, então cuidado!).

Então…

Não dá pra falar muito sobre a moça, até porque estamos lidando com um disco de estréia com um background super pesado, o que dificilmente daria errado. Em performances ao vivo, Dua Lipa entrega exatamente o que se tem nos discos, e mostra que a a imensa produção não é apenas pelo fato da carinha bonita ou views no Youtube.

Seu disco homônimo é ótimo, talvez um dos melhores de 2017. Minha única ressalva sobre a cantora é sobre seu carisma nos palcos. Em todas as performances que vi, parecia ter algo na plateia que estava incomodando muito a moça. Paranoia? Talvez.

Tags : dua lipalançamentos 2017resenha
lucasdepaes

O autor lucasdepaes

Ex garoto de programa, publicitário e criador do @sonoramus