close
Resenhas

[Resenha] In This Moment – Ritual

ritual

Com um leve atraso, aqui está a resenha de Ritual, o sexto disco da In This Moment (vulgo uma das minhas bandas favoritas). Deixo aqui um sincero #perdaopelovacilo pela ausência, mas prometo que em breve teremos uma melhor periodicidade.

Ritual de transição

Acredito que a primeira reação ao ouvir Ritual, é considerar o álbum um disco de pop-metal ou metal-pop (cê já entendeu, né?). Antes de soltar o verbo sobre esse novo álbum, é necessário saber um pouquinho sobre a história da banda e todo o caminho trilhado por ela até os dias atuais.

Blood foi responsável pela transição da banda para um som mais pop. Não apenas pelo excesso de efeitos baterias eletrônicas, mas também pela performance extremamente visual nos palcos, com uso de máscaras, maquiagens pesadas e muito, mais muito uso de luzes durante os shows. O mesmo uso excessivo desses elementos permaneceu dentro do sucessor de Blood, o disco Black Widow e se manteve no atual Ritual.

Essa transição repentina acabou remodelando a base de fans da banda. A mudança, é claro, não agradaria todo mundo, mas as portas para novos estava aberta, e foi exatamente o que aconteceu. Atraídos principalmente pelo visual, o som da In This Moment foi parar no Japão.

O verdadeiro Ritual

O disco abre com Salvation, um sinistro interlúdio ideal para trilhar filme de terror. Em seguida, temos o sinistro single Oh Lord, responsável pelo primeiro clipe desse disco. Uma ótima faixa que segue a sonoridade de Black Widow. Vale destacar toda a trevosidade desse clipe, o bagulho é sinistro!

Black Weeding é um belo dueto de Maria Brink e o Metal God Rob Halford. Vale lembrar que essa faixa é uma resposta/homenagem ao clásico White Weeding de Billy Idol. O anúncio da parceria foi anunciado logo após o lançamento do clipe de Oh Lord, o que deixou os fãs um tanto quanto ouriçados.

In The Air Tonight é uma fiel releitura da famosa música de Phil Collins. A nova versão deu uma levantada no som, trazendo um peso vocal imenso e agressivo.

Joan of Arc é carregada, com direito a um coral invocado das trevas durante seu refrão.  O caminhar do exército do capiroto segue ao som da marcha de River of Fire (repare a bateria sequenciada).

Witching Hour é uma deliciosa mistura de pop e metal. Eu realmente fiquei surpreso ao ouvir uma faixa tão dançante em um disco tão carregado. Twin Flames é uma faixa demasiadamente dramática, o que lembra bastante a era The Dream, uma doce dose de nostalgia para os fãs.

Em Half God Half Evil, a banda optou por um refrão grudento e um combo de guitarras e baterias bem carregadas. No Me Importa é uma delícia! Mais uma faixa repleta de referências do pop mescladas a um peso de cordas extremamente bem executado.

Roots foi a segunda faixa divulgada antes do lançamento do álbum. Que acerto! Considero essa a apresentação ideal para o conteúdo inserido dentro do disco. Todos os elementos presentes em uma só faixa.

Fechando o disco, temos a suave Lay Your Gun Down. Considero essa a mais fraca de todo o álbum. A escolha dela para fechar foi bem assertiva.

O resultado desse Ritual

Ritual é mais uma transição, e embora não agrade os fãs das antigas, é uma evolução inevitável que a banda fará mais e mais vezes. Seu conteúdo mais rico que Black Widow, mas ainda não foi capaz de substituir o meu favorito Beautiful Tragedy.

Esse disco deve sim ser devorado por completo. A deliciosa aura trevosa em suas faixas, abre a mente para mais performances exageradas da banda. Certeza que será um revival aos extravagantes shows de Alice Cooper.

Notas do álbum

Trevosidade 10
Popzeira 8.5
Peso sonoro 9.5
Tributo ao mochila de criança 9.5

Nota:

9.4

Tags : 2017in this momentmaria brinkoh lordresenharitual
lucasdepaes

O autor lucasdepaes

Ex garoto de programa, publicitário e criador do @sonoramus
  • DIOGO COSTA

    Entendo que desde o Blood o som da banda se modificou demais, é quase como se fosse outra banda com o mesmo nome… Entendo tb o lance de crescimento musical, busca por novas experiências e sonoridade e bla bla bla… Mas não consigo aceitar esse som que eles fazem hoje. É muito difícil de aceitar que aquela banda sinistra e pesada dos 3 primeiros e matadores discos não existe mais. Esse industrial/pop/pseudo-metal do In This Moment me decepciona. Ainda bem que tem os 3 primeiros discos. Pra mim, apesar de respeitar a nova fase, fica a saudade.

    • Diogo, eu também sou fã dos primeiros discos, mas essa transição é um caminho que já era esperado pela banda. O problema mesmo foi o salto imenso dado em blood, o que não foi muito bem digerido pelos fãs. Tenho esse grito saudosista entalado, mas é o que tem pra hoje. Abraço!