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Resenhas

[Resenha] Nickelback – Feed the Machine

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Três anos! Foi esse o período de espera dos fãs por um novo disco da banda canadense Nickelback.

Lançado no dia  de junho, Feed the Machine é o nono disco da banda e trás consigo a esperança do retorno da banda às suas origens. O single que carrega o nome do disco já havia sido disponibilizado em maio e carregava um som bem pesado, o que elevou ainda mais a tal expectativa.

Antes de adentrar essa discussão, preciso falar um pouco mais sobre os caras.

Confesso que nunca fui muito fã da banda. Respeito bastante o som e a carreira dos caras, e por mais de uma década fizeram ótimos hits e extremamente grudentos. Apenas dois pontos me incomodam com relação a banda: a falta de humildade do vocalista Chad Kroeger e o rótulo de post-grunge que os fãs insistem em classificar a banda.

Chad é polêmico e vive dando alfinetadas em outras bandas. Com o passar dos anos, a banda acabou virando motivo de piadas dentro do cenário rockista e parte da zoação veio dos infelizes pronunciamentos do vocalista.

Sobre o rótulo, eu nunca entendi essa historinha de Nickelback como banda post-grunge. Os caras são no máximo um hard rock. Rótulos realmente não significam nada, mas me geram um pequeno incômodo (frescura). Gosto de classificar a banda como country rock. E só.

Faixa a Faixa

 

O single Feed the Machine abre o disco de forma agressiva, o que gerou uma ótima zoeira com duas bandas: Linkin Park Suicide Silence.

2017 será marcado como o ano em que o Nickelback lançou um som mais pesado que o Linkin Park e o Suicide Silence.

Brincadeiras a parte, eu realmente esperava que o disco inteiro seguisse esse rumo, mas estamos falando de uma banda que é fábrica de hits chicletes e baladinhas românticas.

A segunda faixa Coin For the Ferryman mantém a agressividade de sua anterior e lembra bastante os pesos dos primeiros anos da banda. Realmente dá uma empolgada com o que virá a seguir.

Song on Fire é um balde de água fria na esperança de um disco pesado. É uma bela faixa melosa. Uma ótima adição para aquelas playlists pra ouvir a sós com a Cremosa.

Já Must be Nice é um animado country rock, muito bem executado com um honesto solo em seu miolo. Nota do editor: meu pai pirou nessa faixa (é sério, o velho adora country rock).

After the Rain apela para as baladinhas pop mais uma vez, mas dá uma leve patinada. É bem ok, mas não surpreende. O mesmo acontece com For the River, com uma pequena diferença de não apelar para as baladas.

Home parece ter saído do álbum All the Right Reasons. A faixa é boa, tem umas elevações muito bem executadas.

Pra quem acompanha minhas resenhas, já sabe que faixa que começa calma e vai elevando já ganha pontos comigo. É exatamente isso que ocorre em The Betrayal – Act III. Começa calminha no violão e sobe com uma bela execução de bateria e baixo. Refrão grudento e agressivo. Sem sombra de dúvidas a melhor faixa do disco.

Silent Majority é bem executada, tem um ritmo legal e um belo acompanhamento de meia-lua.

A penúltima faixa do álbum Every Time We’re Together é mais um apelo ao pop rock. Sinto cheiro um forte cheiro de hit por aqui…

Para fechar o disco, um belo instrumental que eu jamais imaginaria sair de um disco do Nickelback (não por ser essa banda, mas por ser instrumental). É a faixa mais bela do disco.

Nickelback is back?

Sim e não. Como? Depende bastante do que você considera como origem da banda. A verdade mesmo é que o disco juntou um pouquinho de cada coisa que a banda produziu nos últimos anos. Apesar de apelar demasiadamente para o pop, é um álbum com boas faixas.

Notas do álbum

Nota: 7.5

Nota:

7.5

Tags : feed the machinenickelbackresenha
lucasdepaes

O autor lucasdepaes

Ex garoto de programa, publicitário e criador do @sonoramus
  • Well Soulzera

    bacana a resenha amigo, mas o Nickelback é canadense, no mais, não os vejo como country rock (aliás, estão bem longe disso, nem mesmo o black stone cherry se enquadra mto nisso hj, mas enfim rs), pra mim, são um hardão mesmo, com bastante influência de metal

    • Que mancada falar que a banda é canadense haha! Acho que a breja durante a resenha pesou um pouquinho. O mais engraçado é que eu não me lembro de ter colocado como norte americana (falta de revisão).

      Eu penso no som da banda como country devido a sua semelhança sonora com os hit makers do country norte-americano (como o Alan Jackson, por exemplo). De fato é um hardão mesmo, e tem sim influência do metal, não que isso seja algo tãaao bom assim. Eu realmente gostaria que a banda fizesse algo mais autoral, sem essa mania de pegar um pouquinho daqui e dali.

      Não é que eu não goste do som dos caras, pelo contrário, eu gosto e muito! É só essa formulinha de hitar que já passou da hora de acabar.

  • Lançaram mais um cd fraco na minha opinião, o Nickelback sempre apostou mais em rock alternativo (eles não tem nada de pós-grunge bem como voce disse Lucas) puxando sempre para as baladas grudentas, não que eu não goste da banda, até gostava deles no ínicio e antes de estourarem com o competente “All The Right Reasons” que você mesmo citou na resenha, a banda não fez muito sucesso mas fazia algo mais cru e um pouco mais visceral, porém sempre revezando boas músicas mais pesadas com baladinhas, de 2005 pra cá me parece que perderam aquela velha criatividade dos primeiros albuns (Curb e Silver Side Up por exemplo) mas dentro do Rock Alternativo ainda consigo tolerar eles com alguma ou outra música, mas no geral achei o cd bem fraco assim como o penúltimo deles que escutei (o Dark House) boa resenha!

    • Então, o Nickelback tem sim essa veia alternativa, mas não considerá-lo post-grunge já acho errado. Chad canta em um estilo chamado vulgarmente como Yarl, no qual se consiste basicamente, ter uma batata na garganta e forçar uma voz que de forma alguma, pode ser considerada algo natural.

      Nickelback é uma banda que infelizmente mergulhou de cabeça no mar dos hits, e a todo momento tenta emplacar algo. Esse álbum tem umas guitarras fodas em algumas faixas, mas a banda peida fedorentamente nas baladinhas e acaba deixando o disco levemente cagado. O que é uma pena, pois mesmo não sendo fã, fiquei hypado pelo disco ao ouvir o primeiro single.

      Muito obrigado pelo seu feedback e abraço!