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Resenhas

[Resenha] Queens of the Stone Age – Villains

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Quatro anos de espera! Embora tenha vazado semanas antes de seu lançamento, o sétimo disco da Queens of the Stone Age finalmente foi lançado. Sem participações, Villains conta com a produção de Mark Ronson e traz um disco mais alegrão e ouso dizer mais: dançante.

Stoner pop???

Pra você que não sabe quem é Mark Ronson, fica calmo que eu já te explico. O cara é um dos produtores mais requisitados no pop atual, e pra ter noção do que o cara já produziu, não preciso dizer muita coisa: Joanne, de Lady Gaga Uptown Funk, hit feito em parceria com Bruno Mars. Vale lembrar que o cara já produziu AdeleAmy Whinehouse Lily Allen. Pouca coisa né?

Achou que esse seria um disco mais raiz do QOTSA? Achou errado otário. Era óbvio que com um produtor de pop, o disco seguiria o caminho do pop. E foi exatamente o que aconteceu.

Villains é o disco mais alegrinho de toda a carreira da banda, com faixas inclusive que farão você dançar enquanto escuta (vai dançar sim!). E por mais bizarro que seja, a banda conseguiu incorporar o stoner rock dentro de um som bem pop. E pra provar que a tal mistura funciona, a banda chegou ao ponto de colocar o torto vocalista Josh Homme dançando no clipe do single The Way You Used To Do.

ALGUÉM AQUI É ASSINANTE DA APPLE MUSIC?

Ainda falando no single, algo incomodou muito os fãs. Ao invés de seguir o caminho natural do lançamento de um clipe na atualidade, a banda fez a burrada de lançar o clipe da faixa somente dentro da Apple Music. Meu amigo! Eu te pergunto nesse exato momento: QUEM CARALHOS É ASSINANTE DA APPLE MUSIC?

Até o momento dessa publicação, já se passaram 15 dias desde o lançamento do single e nada da caralha do clipe no Youtube. A prova que isso não funciona é o Tidal decolando horrores com as músicas de Jay-Z e companha…

Mas é bom?

Antes de soltar mais ainda o verbo em cima de Villains, há algumas coisas que precisamos entender sobre a banda. Queens of The Stone Age SEMPRE foi uma banda que abusou de experimentações. Desde os primórdios, os caras apostaram em sons quebrados, parcerias bem curiosas e guitarras muito, mas muito incômodas.

Villains é o resultado do pequeno caso extraconjugal da banda com o pop, bastante presente em …Like Clockwork. Alguém achou mesmo que a banda seria a mesma depois contar com a parceria de Trent Reznor, Alex Turner, James Lavelle, Elton John? Ter Ronson como produtor foi um caminho natural das coisas.

O disco é bom, mas pouco parecido com os anteriores. É extremamente dançante e provavelmente você vai bater o pezinho em quase todas as músicas. Apesar da duração de 4 a 6 minutos, fiquei bem incomodado por serem apenas nove em todo o álbum. Quatro anos de trabalho com certeza poderiam ter rendido um pouquinho mais.

O disco não vai agradar a todos, mas está bem longe de grandes desastres sonoros. Não é nada tão ruim quanto Lulu do Metallica ou qualquer outro disco do Oasis.

Particularmente, gostei muito do álbum. Não estará entre os meus favoritos, mas é um grande trabalho da banda. Ser dançante ou ter um produtor do pop não me incomodou nem um pouco nesse processo. Achei esse um disco bem difícil de digerir, e esse foi exatamente o motivo da demora para essa resenha. Devo ter ouvido umas 10 vezes no mínimo até chegar a essa conclusão.

Coisas que você precisa saber sobre Villains

  • O disco não tem parcerias, diferente de seus dois últimos antecessores.
  • Pelo amor de Zeus, ouça Feet Don’t Fail Me (que riff delicioso!), Head Like A Haunted House (quase que de uma década passada) e The Evil Has Landed (Josh no agudo é sempre bom ouvir).
  • Procure pela versão acústica de Villains Of Circumstance. A banda tocou em alguns shows três anos antes desse disco.
  • A identidade visual fodástica desse disco mais uma vez foi feita pelo artista Boneface. O cara também foi responsável também por todo o visual de …Like Clockwork.
Tags : qotsaqueens of the stone ageresenhathe way you used to do
lucasdepaes

O autor lucasdepaes

Ex garoto de programa, publicitário e criador do @sonoramus